“Não se pode falar do oceano para um sapo do brejo — criatura de uma esfera mais acanhada. Não se pode falar de um estado isento de pensamento para um pedagogo; sua visão é demasiado restrita”. — Chuang Tzu

Sobre o natural estado de isolamento

O filósofo aceita seu isolamento predestinado não apenas porque essa deve ser a sua posição, mas também porque sua presença física desperta sentimentos negativos no coração das pessoas comuns, da mesma forma que desperta sentimentos positivos no coração de certos aspirantes. Os sentimentos negativos podem cobrir toda uma gama, desde confusão, desnorteamento e suspeita, até medo, oposição e inimizade direta. Os positivos podem ir desde a atração instintiva até a disposição de sacrificar a vida à sua defesa ou serviço. Todos esses sentimentos surgem de modo espontâneo, irracional e instintivo. E nada têm a ver com o fato de o filósofo ter ou não ter revelado sua verdadeira identidade pessoal. Isso ocorre porque esses sentimentos são a consequência do fato de sua aura impingir-se psiquicamente à dos outros. O contato é invisível e não se manifesta no mundo físico, mas é muito real no mundo mental-emocional. Trata-se realmente de uma experiência psíquica para ambos: clara, precisa e corretamente compreendida pelo filósofo; vaga, perturbadora e totalmente incompreendida pelas pessoas comuns e pelos pseudobuscadores. É uma experiência tanto psíquica quanto mística para os que genuinamente buscam, e com os quais o filósofo tenha alguma afinidade interior, o alegre reconhecimento de um Irmão Mais Velho muito venerado e há muito perdido. Infelizmente, a despeito da generosa compaixão e da enorme boa vontade que ele reserva dentro do coração por todos igualmente, são os contatos desagradáveis que somam o maior número, sempre que o filósofo desce ao mundo. Que não o culpem se ele prefere a solidão à sociedade, pois nada pode fazer a respeito disso. As pessoas são o que são. Na maioria das vezes, quando tenta ser-lhes agradável, como se ambos pertencessem ao mesmo nível espiritual, ele fracassa. Aprende, um tanto exaustivamente, a aceitar como inevitáveis o seu próprio isolamento e a limitação das pessoas, e, no atual estágio da evolução humana, inalteráveis. Aprende, também, que é fútil desejar que essas pessoas sejam diferentes. 

A paz da qual o filósofo se tornou herdeiro não é um descanso das outras atividades que abandonou, descanso no qual só pensa em si mesmo, mas um divino estado de alerta que subsiste sob as novas atividades que aceita.

Paul Brunton em, Ideias em perspectiva
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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)