“Assimila o que puderes, das verdades destas páginas — e cria em tua alma uma atmosfera propícia para compreenderes mais, com o correr dos anos e tua progressiva evolução espiritual, que consiste essencialmente na abolição do egoísmo em todos os seus aspectos, e na proclamação de um amor sincero e universal para com todas as criaturas de Deus”. — Huberto Rohden

O que você faz pela paz?

Quanto mais você se torna você mesmo, mais você irá sentir-se responsável pelo mundo porque você está cada vez mais se tornando parte do mundo; você não está separado dele.

Ser autenticamente você mesmo significa uma tremenda responsabilidade, mas isso não é um peso. Isso é alegrar-se de que você possa fazer alguma coisa pela existência.

A existência fez tanto por você, não há como pagar isso de volta. Mas podemos fazer algo. Será muito pouco comparado com o que a existência tem feito por nós, mas isso mostrará nossa gratidão. Não é uma questão de que isso seja grande ou pequeno; a questão é que; a nossa oração, a nossa gratidão, a nossa totalidade estão envolvidas nisso. Sim, isso acontecerá: quanto mais você se torna você mesmo, mais você começará a sentir responsabilidades que você nunca havia sentido antes.

Recordo-me… Na vida de Mahavira, o mais importante filósofo Jainista... Ele está indo de uma vila para outra com seu discípulo mais próximo, Goshalak. E essa é a questão que eles estavam discutindo: Mahavira está insistindo, “Sua responsabilidade perante a existência mostra quanto você alcançou sua realidade autêntica. Não podemos ver sua realidade autêntica, mas podemos ver sua responsabilidade” .

Enquanto eles caminhavam, eles encontraram uma pequena planta. E Goshalak é um lógico – ele arranca a planta e a joga fora. Era uma pequena planta com raízes curtas.

Mahavira disse, “Isso é responsabilidade. Mas você não pode fazer nada contra a existência. Você pode tentar, mas isso vai falhar”.

Goshalak disse, “O que a existência pode fazer comigo? Eu arranquei essa planta; agora a existência não pode trazê-la de volta para a vida”.

Mahavira sorriu. Eles foram para a cidade, eles estavam indo para mendigar a comida deles. Após pegar a comida, eles estavam retornando e eles ficaram surpresos: a planta estava enraizada novamente. Enquanto eles estavam na cidade tinha começado a chover, e as raízes da planta, aproveitando o suporte da chuva, penetraram de volta no solo. Eram raízes curtas, estava ventando, e o vento ajudou a planta a erguer-se novamente. Quando eles retornavam, a planta estava de volta em sua posição normal.

Mahavira disse, “Olhe para a planta. Eu lhe disse que você não podia fazer nada contra a existência. Você pode tentar, mas isso irá voltar-se contra você, porque irá continuar lhe afastando da existência. Isso não irá trazê-lo para mais perto.

Apenas veja essa planta. Ninguém poderia imaginar que isso iria acontecer, que a chuva e o vento juntos iriam conseguir trazer essa pequena planta de volta, enraizada na terra. Ela vai viver a vida dela. Para nós parece uma pequena planta, mas ela é parte de um vasto universo, de uma vasta existência, do maior poder que existe.

E Mahavira disse para Goshalak, “Nesse ponto nossos caminhos se separam. Não posso permitir que um homem que viva comigo seja contra a existência e não tenha nenhuma responsabilidade” .

Toda a filosofia de Mahavira da não-violência pode ser melhor expressa como a filosofia da reverência pela existência. A não-violência é simplesmente uma parte disso.

Isso continuará acontecendo: quanto mais você encontrar a si mesmo, mais você se achará responsável por muitas coisas que você nunca se importou antes.

Deixe que esse seja o critério: quanto mais você for responsável pelas pessoas, pelas coisas, pela existência, mais você ficará a vontade; você está na trilha certa.


Autor: Osho,Extraído de: Beyond Psychology
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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)


O IMPOPULAR DRAMA OUTSIDER — O encontro direto com a Verdade absoluta parece, então, impossível para uma consciência humana comum, não mística. Não podemos conhecer a realidade ou mesmo provar a existência do mais simples objeto, embora isto seja uma limitação que poucas pessoas compreendem realmente e que muitas até negariam. Mas há entre os seres humanos um tipo de personalidade que, esta sim, compreende essa limitação e que não consegue se contentar com as falsas realidades que nutrem o universo das pessoas comuns. Parece que essas pessoas sentem a necessidade de forjar por si mesmas uma imagem de "alguma coisa" ou do "nada" que se encontra no outro lado de suas linhas telegráficas: uma certa "concepção do ser" e uma certa teoria do "conhecimento". Elas são ATORMENTADAS pelo Incognoscível, queimam de desejo de conhecer o princípio primeiro, almejam agarrar aquilo que se esconde atrás do sombrio espetáculo das coisas. Quando alguém possui esse temperamento, é ávido de conhecer a realidade e deve satisfazer essa fome da melhor forma possível, enganando-a, sem contudo jamais poder saciá-la. — Evelyn Underhill