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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Não faça da vida um lento suicídio

Pare de cumprir as expectativas dos outros, porque essa é a maneira de você cometer suicídio. Você não está aqui para satisfazer as expectativas de ninguém e ninguém está aqui para satisfazer suas expectativas. Nunca torne-se uma vítima das expectativas dos outros e não faça qualquer um vítima das suas expectativas.

Isto é o que eu chamo de individualidade. Respeite sua própria individualidade e respeite a individualidade dos outros. Nunca interfira na vida de ninguém e não permita que ninguém interfira na sua vida. Só então um dia você vai crescer em espiritualidade.

Caso contrário, noventa e nove por cento das pessoas simplesmente cometem suicídio. Toda a sua vida nada mais é que um suicídio lento. Cumprindo essa expectativa, aquela expectativa... um dia era o pai, outro dia era a mãe, um dia era a esposa, marido, em seguida vêm as crianças – elas também tem expectativas. Então a sociedade, o padre, o político. Todo mundo tem expectativas. E pobre de você, apenas um pobre ser humano – e o mundo inteiro esperando por você para fazer isso e aquilo. E você não pode satisfazer todas as expectativas, porque elas são contraditórias.

Você tem tentado loucamente cumprir as expectativas de todos e você não satisfez ninguém. Ninguém está feliz. Você está perdido e ninguém está feliz. As pessoas que não estão felizes com elas mesmas, não podem ser felizes. Tudo o que você fizer, elas vão encontrar maneiras de estar infeliz com você, porque elas não podem ser felizes.

A felicidade é uma arte que tem que ser aprendida. Não tem nada a ver com o seu fazer ou não fazer. Em vez de agradar, aprenda a arte da felicidade.

Osho

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Por que uma pessoa se suicida?

PERGUNTA: Tenho desejo de me suicidar; a vida não tem finalidade nem significação alguma. Para qualquer lado que olhe, não vejo senão desespero, sofrimento e ódio. Por que devo continuar a viver neste mundo monstruoso?

KRISHNAMURTI: Por que uma pessoa se suicida? Não há diferentes maneiras de nos suicidarmos? Não se suicidam, quando se identificam com sua pátria? Não se suicidam, ao se tornarem membro de um partido, ao ingressarem numa seita? Não se suicidam quando acreditam em alguma coisa? Isto é, se entregam de corpo e alma a algo que é “maior”; essa coisa “maior” é a “projeção” daquilo que pensam que deveriam ser; a identificação de si mesmo com uma coisa maior (e essa coisa maior é o seu desejo de algo mais digno) é uma maneira de nos suicidarmos. Escutem isso; não o rejeitem, Senhores.

Muitos de vocês estão identificados com este país; estiveram na prisão, tem lutado. Não se suicidaram por uma causa muito insignificante? Outro se suicida por não mais ter crença; tornou-se cínico, toda a sua vida intelectual o levou, apenas ao desespero e ao sofrimento, e por isso ele se suicida. O homem que crê e o homem que não crê, tanto um como outro se suicidaram, cada um à sua maneira, visto que todos dois querem fugir de si mesmos. Querem fugir, lhes servindo de fuga a pátria, a ideia do nacionalismo, a ideia de Deus; e quando Deus e o nacionalismo falham, ou quando falha a pátria ou o ideal que ela representa, esses homens se vêem na escuridão. E, também, quando qualquer de nós depende de um amigo ou depende da pessoa amada, se nos tiram esse arrimo, nos vemos de novo à beira do precipício e dispostos a dar o salto na treva. Dessa forma, todos nós — pela identificação com algo que é “maior”, pela crença, e por várias outras maneiras de fuga, procuramos evitar a nós mesmos; e quando tornamos a cair em nós mesmos, nos vemos perdidos, sós, desesperados. E estamos prontos a nos suicidar. Tal é a nossa condição, não acham? Uma pessoa que amam os abandona, e sentem ciúmes; revela-se a vacuidade da mente e do coração de vocês e ficam aterrados; e, conseqüentemente, estão disposto a se abrigarem num novo refúgio; e assim por diante.

Assim, pois, enquanto não compreendermos a nós mesmos, nos acharemos sempre na orla da escuridão. Dizemos que o mundo é horrível, que o mundo é miserável. O mundo, porém, é uma coisa que nós criamos, o mundo são as nossas relações com outro. Se nessas relações há dependência, então tem de haver temor, frustração, desilusão; e daí, o desejo de suicídio Todavia se vocês têm uma crença muito forte, ela os contém; e essa crença mesma os condiciona a mente, conscientemente, de modo que não veem a necessidade de exame interior; essa crença atua ela própria como meio de fuga. Quanto mais religiosa uma pessoa, tanto menor a inclinação para o suicídio.

Quanto mais indagam, quanto mais investigam, tanto maior se torna o medo de conhecerem intimamente a vacuidade de própria solidão. Mas, não devem olhar de frente esse vazio, sem estarem amparado em alguma coisa? Não devem se colocar no estado em que se veem completamente só, e compreender esse estado? Não devem se ver sós, para acharem aquilo que “é só”, aquilo que não está contaminado, que nunca foi pensado? Não podem, porém, alcançar esse “estado de só”, se possuem medo da solidão. Quase todos temos medo de olhar a nós mesmos, e temos por esta razão muitas vias de fuga; e quando se mostram improfícuas essas vias, tornamos a cair em nós mesmos. É este o momento oportuno para nos examinarmos interiormente; temos de compreender esse vazio, e não fugir-lhe da presença, por meio de ritos, de distrações de qualquer espécie, do saber ou da crença.

Só podem examinar esse vazio quando a mente de vocês nele se absorve por inteiro, quando tomam conhecimento dele sem nenhuma tendência a traduzi-lo e sem desejarem que ele se modifique – e isso é coisa muito difícil. Visto sermos em geral, muito preguiçosos, preferimos nos refugiar numa crença qualquer ou nos suicidar. Assim, pois, é só quando uma pessoa compreende o que significa a solidão e a ela se sujeita, aí, somente, essa pessoa se purifica para “ser só”; e apenas essa solidão pode achar aquilo que é o ser, onde não existe o “eu”, com todas as suas lutas, contradições e confusões.

Krishnamurti – AUTOCONHECIMENTO – BASE DA SABEDORIA – 18 de fevereiro de 1953

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Reflexões sobre o suicídio

Oi Out,
Quero contribuir para as suas reflexões a respeito da confusão entre desordem mental e emergência espiritual, em especial quanto ao ato suicida.
Há algum tempo fiquei sabendo de um antropólogo, desses que vão viver numa aldeia indígena durante muitos anos, que estava acontecendo uma epidemia de suicídios entre crianças indígenas, que se enforcavam da própria altura por flexão das pernas. Agora, ao investigar se isto ainda ocorre, descobri que os índios recorrem mais frequentemente ao suicídio do que o resto dos brasileiros. A população indígena do Alto Solimões tem, proporcionalmente, o segundo maior índice de suicídio por habitante do mundo (perde somente para a Groenlândia). A explicação técnica mais frequente é o despertencimento. Ao que parece, a personalidade desencaixada de uma cultura, ou suspensa entre estágios culturais distintos, cobra um alto preço, às vezes impagável, de adequação.

[Aqui um link interessante da TV ONU.] https://www.youtube.com/watch?v=ngUZ6_6xVXA#t=549

Consta que 1 milhão de pessoas se suicida anualmente, numa proporção de 3 homens para cada mulher. É a décima causa de morte no mundo. As tentativas de suicídio são estimadas em 10 milhões anuais. Os países com as maiores taxas (depois da Groenlândia) são Lituânia, Coreia do Sul (onde o suicídio é a causa principal de morte em pessoas abaixo dos 40 anos!), a Guiana, o Cazaquistão e a Bielorússia. E por aí vai.

Fui atrás destes dados para tentar compreender algum desenho, algo que pudesse explicar este fato. Como era de se esperar, falhei. O suicídio é um acontecimento complexo, impossível de ser explicado por uma causa única. Recuso-me a especular, tanto no geral quanto no particular, como um ato destes pode ser engendrado. (O mundo não precisa de mais alguém adivinhando a realidade e contribuindo para o falso.)

Alguns exemplos. O suicídio é sacrificial na cultura japonesa (país que ocupa o nono lugar no ranking). O mesmo vale para os jihadistas islâmicos (o homem-bomba vai direto ao paraíso). Nestes casos, portanto, o suicídio é socialmente honroso. Ao contrário, ele é execrado na cultura judaica (a alma sofrerá danação eterna, o corpo não terá direito a enterro em campo santo). A Igreja Católica renega o suicídio, mas nunca conseguiu decidir se a morte pelo martírio voluntário deve ser considerado um suicídio ou não.

Imagina-se que o suicídio seja tão antigo quanto a humanidade (há evidências de auto-mutilação no homem pré-histórico). Mas não é possível saber se uma pessoa morreu por seus próprios meios ou de outra forma.

Fora isso, sabe-se que outras espécies animais o praticam (tem uma formiga no Brasil que é muito estudada por isso). Mas o suicídio é definido como um ato da vontade e esta é uma propriedade profundamente humana. Assim, os atos de morte autógena entre animais têm sido entendidos como um processo natural, apesar de sua obscuridade.

Quanto ao uso do paradigma para a compreensão deste fenômeno, quero convidar você a refletir sobre isto: nem sempre o que é verdadeiro, é certo. A verdade e o bem não caminham atrelados. Infelizmente. Tantos gênios, santos, profetas conheceram e propagaram a verdade, perceberam o ilusório e denunciaram o falso. Ainda assim o mundo evoluiu por seus próprios descaminhos, sem jamais erradicar a dor, a ignorância, a desorientação. Sócrates, Jesus, Buda, Lao Tse, Maomé, só pra citar alguns dos que compreenderam profundamente a verdadeira raiz do sofrimento e do mal. Todos falharam. Nenhum deles foi capaz de alavancar uma sociedade fraterna e desconstruir o ego em larga escala. Não foram eficientes para aprimorar o convívio interpessoal, reduzir conflitos e guerras. A partir de suas revelações, seus sucessores contribuíram para piorar ainda mais o quadro.

Pessoalmente, acho isso tudo compreensível. Pois nem K, nem Bagwan, nem São João da Cruz ou Nietzsche, nem Grof nem Wilber jamais poderão conduzir um único indivíduo para fora de sua própria miséria. Pois o gatilho para qualquer possibilidade de despertar sempre ocorrerá na própria experiência pessoal, na medida do indivíduo, venha a iluminação na forma que vier, quer seja sofrimento ou êxtase, depressão ou ânsia, estagnação ou busca. Danação ou graça. Doença mental ou salvação. Ou tudo junto. Ao mesmo tempo ou em fases alternadas.

Termino com uma citação clássica, só pra provocar:

"Nossas maiores bênçãos vêm a nós através da loucura, desde que a loucura seja inculcada por uma dádiva divina." Platão em Fedro.

Abraço e grato por seu trabalho
Helio Biesemeyer

sábado, 25 de outubro de 2014

Sobre o desejo de suicidar-se

PERGUNTA: Tenho desejo de suicidar-me; a vida não tem finalidade nem significação alguma. Para qualquer lado que olhe, não vejo senão desespero, sofrimento e ódio. Por que devo continuar a viver neste mundo monstruoso?

KRISHNAMURTI: Por que uma pessoa se suicida? Não há diferentes maneiras de nos suicidarmos? Não vos suicidais, quando vos identificais com vossa pátria? Não vos suicidais, ao vos tornardes membro de um partido, ao ingressardes numa seita? Não vos suicidais quando credes em alguma coisa? Isto é, entregai-vos de corpo e alma a algo que é “maior”; essa coisa “maior” é vossa “projeção” daquilo que pensais deveríeis ser; a identificação de vós mesmo com uma coisa maior (e essa coisa maior é o vosso desejo de algo mais digno) é uma maneira de nos suicidarmos. Escutai isso; não o rejeiteis, Senhores.

Muitos de vós estais identificados com este país; estivestes na prisão, tendes lutado. Não vos suicidastes por uma causa muito insignificante? Outro se suicida por não mais ter crença; tornou-se cínico, toda a sua vida intelectual levou-o, apenas ao desespero e ao sofrimento, e por isso ele se suicida. O homem que crê e o homem que não crê, tanto um como outro se suicidaram, cada um à sua maneira, visto que todos dois querem fugir de si mesmos. Querem fugir, servindo-lhes de fuga a pátria, a idéia do nacionalismo, a idéia de Deus; e quando Deus e o nacionalismo falham, ou quando falha a pátria ou o ideal que ela representa, esses homens se vêem na escuridão. E, também, quando qualquer de nós depende de um amigo ou depende da pessoa amada, se nos tiram esse arrimo, vemo-nos de novo à beira do precipício e dispostos a dar o salto na treva. Dessarte, todos nós — pela identificação com algo que é “maior”, pela crença, e por várias outras maneiras de fuga, procuramos evitar a nós mesmos; e quando tornamos a cair em nós mesmos, vemo-nos perdidos, sós, desesperados. E estamos prontos a suicidar-nos. Tal é a nossa condição, não achais? Uma pessoa que amais vos abandona, e sentis ciúmes; revela-se-vos a vacuidade da vossa mente e do vosso coração e ficais aterrado; e, conseqüentemente, estais disposto a abrigar-vos num novo refúgio; e assim por diante.

Assim, pois, enquanto não compreendermos a nós mesmos, achar-nos-emos sempre na orla da escuridão. Dizemos que o mundo é horrível, que o mundo é miserável. O mundo, porém, é uma coisa que nós criamos, o mundo são as nossas relações com outro. Se nessas relações há dependência, então tem de haver temor, frustração, desilusão; e daí, o desejo de suicídio Todavia se tendes uma crença muito forte, ela vos contém; e essa crença mesma condiciona-vos a mente, conscientemente, de modo que não vedes a necessidade de exame interior; essa crença atua ela própria como meio de fuga. Quanto mais religiosa uma pessoa, tanto menor a inclinação para o suicídio.

Quanto mais indagais, quanto mais investigais, tanto maior se vos torna o medo de conhecer intimamente a vacuidade de vossa solidão. Mas, não deveis olhar de frente esse vazio, sem estardes amparado em alguma coisa? Não deveis pôr-vos no estado em que vos vedes completamente só, e compreender esse estado? Não deveis vêr-vos só, para achardes aquilo que “é só”, aquilo que não está contaminado, que nunca foi pensado? Não podeis, porém, alcançar esse “estado de só”, se tendes medo da solidão. Quase todos temos medo de olhar-nos a nós mesmos, e temos por esta razão muitas vias de fuga; e quando se mostram improfícuas essas vias, tornamos a cair em nós mesmos. É este o momento oportuno para nos examinarmos interiormente; temos de compreender esse vazio, e não fugir-lhe da presença, por meio de ritos, de distrações de qualquer espécie, do saber ou da crença.

Só podeis examinar esse vazio quando a vossa mente nele se absorve por inteiro, quando tomais conhecimento dele sem nenhuma tendência a traduzi-lo e sem desejardes que ele se modifique – e isso é coisa muito difícil. Visto sermos em geral, muito preguiçosos, preferimos refugiar-nos numa crença qualquer ou suicidar-nos. Assim, pois, é só quando uma pessoa compreende o que significa a solidão e a ela se sujeita, aí, somente, essa pessoa se purifica para “ser só”; e apenas essa solidão pode achar aquilo que é o ser, onde não existe o “eu”, com todas as suas lutas, contradições e confusões.

Krishnamurti – AUTOCONHECIMENTO – BASE DA SABEDORIA – 18 de fevereiro de 1953
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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)


O IMPOPULAR DRAMA OUTSIDER — O encontro direto com a Verdade absoluta parece, então, impossível para uma consciência humana comum, não mística. Não podemos conhecer a realidade ou mesmo provar a existência do mais simples objeto, embora isto seja uma limitação que poucas pessoas compreendem realmente e que muitas até negariam. Mas há entre os seres humanos um tipo de personalidade que, esta sim, compreende essa limitação e que não consegue se contentar com as falsas realidades que nutrem o universo das pessoas comuns. Parece que essas pessoas sentem a necessidade de forjar por si mesmas uma imagem de "alguma coisa" ou do "nada" que se encontra no outro lado de suas linhas telegráficas: uma certa "concepção do ser" e uma certa teoria do "conhecimento". Elas são ATORMENTADAS pelo Incognoscível, queimam de desejo de conhecer o princípio primeiro, almejam agarrar aquilo que se esconde atrás do sombrio espetáculo das coisas. Quando alguém possui esse temperamento, é ávido de conhecer a realidade e deve satisfazer essa fome da melhor forma possível, enganando-a, sem contudo jamais poder saciá-la. — Evelyn Underhill