“Assimila o que puderes, das verdades destas páginas — e cria em tua alma uma atmosfera propícia para compreenderes mais, com o correr dos anos e tua progressiva evolução espiritual, que consiste essencialmente na abolição do egoísmo em todos os seus aspectos, e na proclamação de um amor sincero e universal para com todas as criaturas de Deus”. — Huberto Rohden

Os limites da lógica, da razão, do intelecto e da crença

Cenas do Filme: Doutor Estranho (2016)
A lógica parece nítida porque divide as coisas em opostos. Para a lógica, vida é vida e morte é morte; as duas não podem estar juntas. Na lógica, dizemos que A é A, e não é B. Dizemos que vida é vida; não é morte. Paralelamente, morte é morte; não é vida. Desta maneira tornamos nossos conceitos claros e matemáticos, mas o mistério da vida se perde. É por isso que não podemos chegar à verdade pelo raciocínio. O raciocínio é a tentativa de ser coerente, e a verdade, por sua própria natureza, é incoerente. Você pode, entretanto, chegar à coerência pelo raciocínio. Pode raciocinar tão bem, de maneira tão lógica, que se tornará impossível derrotá-lo por argumentos. Mas perderá a Verdade. 

Não sou um filósofo ou um lógico, mas uso sempre a lógica. Uso com o único propósito de conduzir o seu pensamento até o ponto no qual você possa ser destacado dele. Enquanto o raciocínio não for exaustivo, não será possível superá-lo. Estou subindo uma escada, mas ela não é o meu objetivo; terei de abandoná-la. Só uso o raciocínio para conhecer o que está além dele. Não quero estabelecer nada pela razão. Em vez disso, o que eu quero é provar a sua inutilidade. 

Minhas afirmações, entretanto, serão incoerentes e ilógicas. Por mais que pareçam lógicas, por favor entenda que só estou usando um sistema que as faz parecer assim. Estou preparando o terreno para o que virá a seguir. Estou afinando os instrumentos; a música ainda não começou. 

Minha música original e única começa onde a linha divisória entre a razão e não-razão desaparece. Assim que os instrumentos estiverem afinados, a música começará. Mas não intérprete mal a afinação para a música; ou acabará criando dificuldades. Você me perguntará: "O que aconteceu? Antes você usava um martelo para o tambor. Por que não está usando mais?" O martelo só estava sendo usado para afinar o tambor, não para tocá-lo. Uma vez afinado, o martelo não serve mais. Não se pode tocar tambor com um martelo. 

Da mesma maneira, o raciocínio é só uma preparação para o que está além dele. Uma das dificuldades que tenho é que aqueles que provam o meu raciocínio descobrirão daqui a pouco que os estou atirando numa área de escuridão. Até onde o raciocínio é visível há luz e as coisas parecem claras e brilhantes. Mas então, alguém dirá que eu prometi luz e agora estou falando em conduzi-lo para a escuridão. Essa pessoa ficará descontente comigo e dirá: "Gosto do que você disse até agora, mas não posso prosseguir com você". Ela confiou em mim por eu ter racionalizado a Verdade, mas então digo que ela tem de ir além do raciocínio para chegar à Verdade. 

Os que acreditam na fé também não me aceitarão, não me seguirão, não caminharão comigo, porque querem que eu fale somente sobre mistérios incompreensíveis. Esses dois tipos de indivíduos terão problemas comigo. Os que creem na razão irão comigo até um certo ponto, enquanto que aqueles que acreditam na fé, que creem no irracional, não me seguirão de modo algum, nunca compreenderão que só depois de me acompanharem até um certo ponto, poderei levá-los ao não-pensamento. 

Eu entendo isso. A vida é assim, A razão só pode ser um instrumento, não a meta. Eu farei sempre afirmações ilógicas depois de ter falado sobre assuntos absolutamente lógicos. Essas afirmações parecerão incoerentes, mas foram muito bem pensadas e não são feitas sem razão. Da minha parte, existe uma razão clara. 

OSHO - Dimensões Além do Conhecido - Cultrix/Pensamento

Existe ou não um "processo" para a verdade?


Como o Eu Superior de uma pessoa que tenta buscar a Auto-realização na verdade É ELA MESMA, como inexiste algo superior, ou além dela que deva ser alcançado, e como a Auto-realização é a compreensão da própria natureza, aquele que busca a Libertação percebe, sem qualquer dúvida ou má interpretação, sua verdadeira natureza distinguindo o eterno do transitório, jamais desviando-se de seu estado natural. A isto se chama a prática do conhecimento. É a investigação que leva á Autocompreensão.

Esse caminho da investigação serve apenas para as almas que estão prontas. As outras devem seguir métodos diferentes, segundo o estágio de suas mentes.

Ramana Maharshi

A dissolução do eu


Quaisquer que sejam os meios no caminho do conhecimento ou Vendanta, o objetivo a ser alcançado é a destruição do senso de "Eu" e "meu", e como são interdependentes, a destruição de um deles provoca a destruição do outro; assim, tanto o caminho do conhecimento que afasta o senso do "Eu", quanto o caminho da devoção que remove o senso de "meu" serve ao propósito de alcançar aquele estado de silêncio que se encontra além do pensamento e da palavra.

A alma individual na forma do "Eu" é o ego. O Eu Superior que tem como natureza a inteligência não possui o sentido de "Eu". Tampouco o corpo inconsciente possui o senso de "Eu". No misterioso surgimento de um ego ilusório que se coloca entre o inteligente e o inconsciente encontra-se a origem de todos os problemas, e, com sua destruição, quaisquer que sejam os meios, o que realmente existe será visto como tal. A isso se chama Libertação.

Ramana Maharshi

Pela Graça, tudo é possível

A mente livresca


Todos os textos afirmam que para alcançar a libertação deve-se ACALMAR A MENTE; portanto, o ensinamento exclusivo é de que a mente DEVE SER ACALMADA; quando isso é compreendido, não é necessária a leitura interminável. A fim de acalmar a mente, basta indagar dentro de si sobre o que é o próprio Eu Superior; sobre como essa busca pode ser efetuada nos livros? Deve-se conhecer o Eu Superior com o próprio olhar da sabedoria. O Eu Superior encontra-se protegido por cinco camadas; mas os livros não fazem parte delas. Como o Eu Superior deve ser encontrado através da investigação, eliminando-se as cinco camadas, inútil buscá-lo em livros. Chegará o momento em que será preciso esquecer tudo o que foi aprendido.

Ramana Maharshi

Paranoia iniciática


Pescou a cena?... O guru coloca uma mensagem em SEU PULSO, que representa sua REVERBERAÇÃO DO SOPRO. Essa mensagem fica presa, não descola mais... Aparentemente, o mestre lhe coloca numa roubada: destrói seu mundinho eufórico, mas, na realidade, ele lhe proporciona o caminho da LUCY (Iluminação)... da primeira mulher não condicionada pelo sistema.... a mente natural. Ele vai levá-lo até a sua origem... até você perceber que você e Deus são UM... Até sua personagem SE DESFAZER EM CINZAS no laboratório da observação....
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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)


O IMPOPULAR DRAMA OUTSIDER — O encontro direto com a Verdade absoluta parece, então, impossível para uma consciência humana comum, não mística. Não podemos conhecer a realidade ou mesmo provar a existência do mais simples objeto, embora isto seja uma limitação que poucas pessoas compreendem realmente e que muitas até negariam. Mas há entre os seres humanos um tipo de personalidade que, esta sim, compreende essa limitação e que não consegue se contentar com as falsas realidades que nutrem o universo das pessoas comuns. Parece que essas pessoas sentem a necessidade de forjar por si mesmas uma imagem de "alguma coisa" ou do "nada" que se encontra no outro lado de suas linhas telegráficas: uma certa "concepção do ser" e uma certa teoria do "conhecimento". Elas são ATORMENTADAS pelo Incognoscível, queimam de desejo de conhecer o princípio primeiro, almejam agarrar aquilo que se esconde atrás do sombrio espetáculo das coisas. Quando alguém possui esse temperamento, é ávido de conhecer a realidade e deve satisfazer essa fome da melhor forma possível, enganando-a, sem contudo jamais poder saciá-la. — Evelyn Underhill