“Assimila o que puderes, das verdades destas páginas — e cria em tua alma uma atmosfera propícia para compreenderes mais, com o correr dos anos e tua progressiva evolução espiritual, que consiste essencialmente na abolição do egoísmo em todos os seus aspectos, e na proclamação de um amor sincero e universal para com todas as criaturas de Deus”. — Huberto Rohden

Por que as pessoas estão tão entediadas?

Tome uma certa distância; observe a mente, como ela funciona, e tome distância. A observação automaticamente cria a distância. Daí os budas repetidamente insistirem: observe. Observe dia e noite. Lentamente você começará a perceber que você é a consciência e que a mente é apenas um instrumento disponível a você. Então poderá usá-la quando for necessário, poderá desligá-la. No momento, você não sabe como desligá-la; está sempre ligada. É como um rádio em seu quarto que está sempre ligado e que você não sabe como desligá-lo — assim, você precisa dormir com o rádio ligado, e ele fica gritando todos os tipos de propaganda e tocando todos os tipos de canção que você ouviu milhares de vezes. Mas você não sabe como desligá-lo. Durante todo o dia você ficou saturado; muitas vezes você desejou se livrar do barulho do rádio, mas não conseguiu… É como dormir com a luz acesa porque você não sabe como apagá-la.

(…) É isto o que está acontecendo com você: sua mente está continuamente ligada. Dizem que a mente é um mecanismo tão incrível que começa a funcionar no momento em que você nasce e que continua a funcionar até que você ficar diante de um auditório — então, subitamente ela pára, algo acontece com ela. Fora isso, ela continua até você morrer. E muito poucas pessoas precisam ficar diante de um auditório; dessa maneira, a mente continua, a mente continua a atrapalhar e a mantê-lo completamente exausto, farto, entediado. E ela fica a dizer as mesmas coisas sem parar.

Por que as pessoas estão tão entediadas? A vida não é entediante, lembre-se. A vida é sempre um imenso mistério, é sempre uma surpresa, é sempre nova, está continuamente se renovando. Novas folhas estão vindo, velhas folhas estão caindo; novas flores estão aparecendo, velhas flores estão desaparecendo. Mas você não pode perceber a vida, pois está constantemente entediado pela sua própria mente. Ela insiste em dizer coisas que já disse milhares de vezes. Você parece tão cansado pela simples razão de não saber como desligá-la.

A mente não deve ser jogada fora, mas colocada em seu devido lugar. Ela é uma bela serva, mas uma mestra terrível. Tome as rédeas em suas mãos, seja o mestre — e o primeiro ato, o primeiro passo, é se desapegar da mente. Perceba que ela não é você, tome distância; quanto maior a distância, maior a habilidade de desligá-la.

E você se deparará com mais um milagre: quando você desliga a mente, ela fica rejuvenescida e mais inteligente.

(…) A mente precisa ser colocada em seu devido lugar e ser usada apenas quando você precisar dela. Como você usa as pernas quando precisa delas — quando não precisa, você não usa as pernas. Se você estiver sentado numa cadeira e ficar mexendo as pernas para cima e para baixo, então as pessoas acharão que você enlouqueceu. É exatamente isso o que está acontecendo com a mente, e, ainda assim, você acha que não é louco?

A consciência meditativa passa a conhecer a chave. Sempre que ela quer desligar a mente ela simplesmente diz: “Agora cale a boca”, e só isso. A mente simplesmente fica quieta e acontece um grande silêncio em seu interior. E a mente também pode descansar naqueles momentos; se não for assim, tudo se torna cansativo.

Tudo se cansa, tudo fica cansado — mesmo metais se cansam. E sua mente é constituída de tecidos muito delicados, tão delicados que não existe nada mais delicado em toda a existência. Em seu pequeno crânio, milhões de pequenas fibras estão funcionando. Elas são tão finas que seus cabelos, quando comparados com as células que funcionam em seu cérebro, parecem muito grossos, milhares de vezes mais grossos. Um fenômeno muito delicado, mas não sabemos como usá-lo. Ele precisa de repouso.

É por isso que a pessoa meditativa fica mais inteligente e mais saudável. Há uma arte em tudo o que ela faz. Tudo o que ela faz se transforma em ouro.

Com a meditação, a mente é uma benção; fora isso, ela é uma maldição. Acrescente meditação a seu ser e a maldição desaparece, e a própria maldição se torna a benção; ela é uma benção disfarçada.

OSHO

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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)


O IMPOPULAR DRAMA OUTSIDER — O encontro direto com a Verdade absoluta parece, então, impossível para uma consciência humana comum, não mística. Não podemos conhecer a realidade ou mesmo provar a existência do mais simples objeto, embora isto seja uma limitação que poucas pessoas compreendem realmente e que muitas até negariam. Mas há entre os seres humanos um tipo de personalidade que, esta sim, compreende essa limitação e que não consegue se contentar com as falsas realidades que nutrem o universo das pessoas comuns. Parece que essas pessoas sentem a necessidade de forjar por si mesmas uma imagem de "alguma coisa" ou do "nada" que se encontra no outro lado de suas linhas telegráficas: uma certa "concepção do ser" e uma certa teoria do "conhecimento". Elas são ATORMENTADAS pelo Incognoscível, queimam de desejo de conhecer o princípio primeiro, almejam agarrar aquilo que se esconde atrás do sombrio espetáculo das coisas. Quando alguém possui esse temperamento, é ávido de conhecer a realidade e deve satisfazer essa fome da melhor forma possível, enganando-a, sem contudo jamais poder saciá-la. — Evelyn Underhill