“Assimila o que puderes, das verdades destas páginas — e cria em tua alma uma atmosfera propícia para compreenderes mais, com o correr dos anos e tua progressiva evolução espiritual, que consiste essencialmente na abolição do egoísmo em todos os seus aspectos, e na proclamação de um amor sincero e universal para com todas as criaturas de Deus”. — Huberto Rohden

O medo só pode existir em um relacionamento


Somente quando você se relaciona diretamente com a estrutura da confusão é que pode estar atenta ao funcionamento de seu mecanismo. Apenas quando há comunhão entre duas pessoas é que elas entendem-se mutuamente; se resistirem uma à outra, não há entendimento. A comunhão ou o relacionamento só podem existir quando não há medo.

O medo só pode existir em um relacionamento; o medo não pode existir por si só, em isolamento. Não existe o medo abstrato; existe medo do conhecido ou do desconhecido, medo do que se fez ou do que se pode fazer; medo do passado ou do futuro. O relacionamento entre o que o indivíduo interpreta o fato do que é em termos de recompensa e castigo. O medo vem com a responsabilidade e o desejo de estar livre dele. Há medo na comparação entre dor e prazer. O medo existe no conflito dos opostos. A valorização do sucesso cria o medo do fracasso. O medo é o processo da mente na luta por tornar-se algo. No tornar-se bom, há o medo do mau; no tornar-se completo, há o medo da solidão; no tornar-se grande, há o medo de ser pequeno. Comparação não é entendimento; ela é instigada pelo medo do desconhecido em relação ao conhecido. O medo é a incerteza buscando segurança.

O esforço de tornar-se algo é o início do medo, o medo de ser ou não ser. A mente, o resíduo da experiência, está sempre com medo do inonimado, do desafio. A mente, que é nome, palavra e memória, só pode funcionar no campo do conhecido; e o desconhecido, que é desafio de momento a momento, enfrenta resistência ou é traduzido pela mente nos termos do conhecido. Essa resistência ou tradução do desafio é medo; pois a mente não pode estar em comunhão com o desconhecido. O conhecido não pode estar em comunhão com o desconhecido; o conhecido deve cessar para que o desconhecido seja.

A mente é a criadora do medo; e quando analisa o medo, procurando sua causa para se livrar dele, a mente se isola ainda mais, desse modo aumentando o medo. Quando você usa a analise para resistir à confusão, você está aumentando o poder da resistência; e a resistência à confusão apenas aumenta o medo dela, impedindo a liberdade. Na comunhão há liberdade, mas não no medo.

Krishnamurti 
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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)


O IMPOPULAR DRAMA OUTSIDER — O encontro direto com a Verdade absoluta parece, então, impossível para uma consciência humana comum, não mística. Não podemos conhecer a realidade ou mesmo provar a existência do mais simples objeto, embora isto seja uma limitação que poucas pessoas compreendem realmente e que muitas até negariam. Mas há entre os seres humanos um tipo de personalidade que, esta sim, compreende essa limitação e que não consegue se contentar com as falsas realidades que nutrem o universo das pessoas comuns. Parece que essas pessoas sentem a necessidade de forjar por si mesmas uma imagem de "alguma coisa" ou do "nada" que se encontra no outro lado de suas linhas telegráficas: uma certa "concepção do ser" e uma certa teoria do "conhecimento". Elas são ATORMENTADAS pelo Incognoscível, queimam de desejo de conhecer o princípio primeiro, almejam agarrar aquilo que se esconde atrás do sombrio espetáculo das coisas. Quando alguém possui esse temperamento, é ávido de conhecer a realidade e deve satisfazer essa fome da melhor forma possível, enganando-a, sem contudo jamais poder saciá-la. — Evelyn Underhill