“Não se pode falar do oceano para um sapo do brejo — criatura de uma esfera mais acanhada. Não se pode falar de um estado isento de pensamento para um pedagogo; sua visão é demasiado restrita”. — Chuang Tzu

Intelectualidade não é inteligência

Intelectualidade não é inteligência. Ser intelectual é ser falso, é fingir ser inteligente. A intelectualidade não é real porque não é sua, mas emprestada. Inteligência é o crescimento da consciência interior. Ela nada tem a ver com conhecimento, mas algo a ver com meditatividade. Uma pessoa inteligente não age a partir de sua experiência passada; ela age no presente. Ela não reage, mas responde. Daí ela ser sempre imprevisível; não há como saber o que ela irá fazer.

A meditação não será necessária se o ser humano for deixado por sua própria conta. Se o sacerdote e o político não interferirem na inteligência do ser humano, não haverá necessidade de nenhuma meditação. A meditação é medicinal – primeiro a doença precisa ser criada, então a meditação é necessária. Se a doença não estiver presente, a meditação não será necessária. E não é por acaso que a palavra medicina e meditação vêm da mesma raiz. Ela é medicinal.

Toda criança nasce inteligente, e, no momento em que ela nasce, saltamos sobre ela e começamos a destruir sua inteligência, pois ela é perigosa para a estrutura política, social e religiosa. Ela é perigosa para o papa, para o sacerdote, para o líder; ela é perigosa para o status quo, para o sistema. A inteligência é naturalmente rebelde e não pode ser forçada a ser servil. Ela é muito assertiva e individual e não pode ser forçada a imitar de maneira mecânica.

As pessoas precisam ser convertidas em cópias; sua originalidade precisa ser destruída; não fosse isso, todas as tolices que aconteceram sobre a terra seriam impossíveis. Você precisa de um líder porque, em primeiro lugar, fizeram de você uma pessoa não-inteligente – senão, não haveria necessidade de nenhum líder. Por  que você deveria seguir alguém? Você seguirá sua inteligência. Se alguém deseja ser um líder, então uma coisa precisa ser feita: de algum modo sua inteligência precisa ser destruída. Você precisa ser chacoalhado a partir de suas próprias raízes, precisa que lhe provoquem medo, precisa que lhe tirem a confiança em si mesmo – essa é uma necessidade, e somente então o líder poderá entrar em cena.

Se você for inteligente, você mesmo solucionará seus problemas. A inteligência é suficiente para solucionar todos os problemas. Na verdade, sejam quais forem os problemas criados na vida, você tem mais inteligência do que esses problemas. Ela é uma provisão, é uma dádiva da natureza. Mas há pessoas ambiciosas que desejam ditar as regras, que desejam dominar; há loucos ambiciosos – eles criaram medo em você. O medo é como a ferrugem: ele destrói toda a inteligência. Se você quiser destruir a inteligência de alguém, a primeira providência necessária é criar medo: crie o inferno e deixe as pessoas com medo. Quando as pessoas ficam com medo do inferno, irão ao sacerdote e se curvarão diante dele. Elas ouvirão o sacerdote, pois, se não o ouvirem, irão para o inferno – naturalmente elas ficam com medo. Elas precisam se proteger do fogo do inferno, e o sacerdote é necessário para isso. Ele passa a ser uma necessidade.

A ganância e o medo andam juntos – é por isso que o paraíso e o inferno andam juntos. Inferno é medo paraíso é ganância. Crie medo e ganância nas pessoas – torne-as tão gananciosas quanto possível, tão gananciosas que a vida não pode satisfaze-las, e então elas irão ao sacerdote e ao líder. Elas começarão a fantasiar sobre alguma vida futura, onde seus tolos desejos e estúpidas fantasias serão satisfeitos. Observe – exigir o impossível não é ser inteligente.

Uma criança que nasce é um fenômeno muito, muito aberto e completamente inteligente. Mas saltamos sobre ela e começamos a destruir sua inteligência. Começamos a criar medo nela. Você chama isso de ensinamento, chama isso de tornar a criança capaz de enfrentar a vida. Ela não está com medo, mas você cria medo nela... E suas escolas, colégios, universidades – todas elas a deixam cada vez menos inteligentes. Elas exigem tolices, exigem que tolices sejam memorizadas, coisas que a criança e sua inteligência natural não podem perceber o sentido. Para quê? A criança não pode perceber o sentido daquilo. Por que sobrecarregar a cabeça dela com essas coisas? Mas a universidade, a escola, o lar, a família, os bem-intencionados, todos dizem: “Sobrecarregue-a! Agora você não sabe o motivo e só mais tarde saberá por que tudo isso é necessário”... Encha sua cabeça com História, com todas as tolices que pessoas fizeram a outras, com toda a loucura – estude isso! E a criança não pode perceber o sentido disso. Para que saber que determinado monarca governou a Inglaterra do ano tal ao ano tal? Ela precisa memorizar essas coisas estúpidas. Naturalmente sua inteligência fica cada vez mais sobrecarregada e mutilada. Cada vez mais poeira se junta sobre sua inteligência. E, quando a pessoa sai da universidade, ela não é mais inteligente – a universidade fez seu papel. É muito raro alguém se graduar em uma universidade e ainda permanecer inteligente. Muito poucas pessoas foram capazes de escapar da universidade, de evita-la, de passar pela universidade e, ainda assim, salvar sua inteligência – muito raramente. Ela é um enorme mecanismo para destruí-lo.
                                                                                                                                                  
A sociedade fez algo errado com o ser humano – por certas razões. Ela deseja que você seja escravizado, que sempre tenha medo, que sempre seja ganancioso, ambicioso, competitivo. Ela deseja que você não seja amoroso, que esteja repleto de raiva e ódio, que permaneça fraco, que imite os outros – cópias. Ela não deseja que você se torne original, único e rebelde, não. É por isso que sua inteligência foi destruída... A meditação é necessária somente para desfazer o que a sociedade fez. A meditação é uma anulação: ela simplesmente anula o dano, destrói a doença. E, quando a doença desaparece, seu bem-estar se firma por si mesmo.

A educação não deveria ser competitiva. As pessoas não deveriam ser julgadas em comparação com as outras. A competitividade é muito violenta e muito destrutiva. Alguém não é bom em matemática e é chamado de medíocre. E ele pode ser bom em carpintaria, mas ninguém olha para isso. Alguém não é bom em literatura e é chamado de burro – e ele poderá ser bom em música, em dança... Uma educação de verdade ajudará cada um a encontrar a própria vida, aquela em que ele possa ser completamente vivo. Se uma pessoa nasceu para ser carpinteiro, então isso é o certo para ela fazer. Não deveria haver ninguém forçando uma outra coisa. Se uma criança tiver permissão para ser ela mesma, se for auxiliada, amparada de todas as maneiras e ninguém invadi-la e interferir, então este mundo poderá se tornar um mundo fantástico e inteligente. Na verdade, ninguém manipulará a criança.

Por que tantas pessoas parecem tão obtusas, tão entediadas, simplesmente levando a vida de qualquer jeito? Desperdiçando um tempo imensamente valioso que nunca serão capazes de recuperar – e desperdiçando com tal tédio, como se estivessem esperando a morte. O que aconteceu com essas tantas pessoas? Por que elas não tem o mesmo frescor que as arvores? Por que o ser humano não tem a mesma canção que os pássaros? O que aconteceu com os seres humanos? Aconteceu uma coisa: o ser humano imita os outros, tenta ser como outra pessoa. Ninguém está em casa; todos estão batendo à porta de uma outra pessoa; daí o descontentamento, o tédio, o embotamento, a angústia...

Uma pessoa inteligente tentará ser apenas ela mesma, seja qual for o custo. Ela nunca copiará, nunca imitará, nunca será como um papagaio; ela escutará sua própria chamada intrínseca, sentirá seu próprio ser e caminhará de acordo com ele, seja qual for o risco... Há risco! Quando você copia os outros, há menos riscos. Quando você não copia ninguém, você está sozinho – há risco! Mas a vida acontece apenas para aqueles que vivem perigosamente, para aqueles que são aventureiros, corajosos, atrevidos – a vida acontece somente a eles. A vida não acontece para pessoas mornas.

Inteligência é confiança em seu próprio ser, é aventura, é excitação, é alegria. Inteligência é viver neste momento, sem ansiar pelo futuro. Inteligência é não pensar no passado e não se importar com o futuro – o passado já não existe, o futuro ainda não veio. Inteligência é fazer uso máximo do momento presente disponível. O futuro virá a partir dele. Se este momento for vivido em deleite e alegria, o próximo momento nascerá a partir dele e trará mais alegria, naturalmente. Mas não há necessidade de se preocupar com ele. Se meu hoje for dourado, meu amanhã será ainda mais dourado. De onde ele virá? Ele se desenvolverá a partir do hoje.

Você vive baseado em crenças, e a crença não é inteligente. Viva com base no saber, e o saber é inteligente. Inteligência é meditação. Pessoas pouco inteligentes também meditam, mas certamente meditam de maneira pouco inteligente. Elas acham que precisam ir à igreja todos os domingos por uma hora – essa hora é para ser dedicada à religião. O que a igreja tem a ver com isso? Se vida de verdade está nos outros seis dias. Domingo não é um dia de verdade para você. Por seis dias você viverá de maneira irreligiosa e, depois, vai à igreja por uma ou duas horas? A quem você está tentando enganar? Está tentando enganar Deus, fazendo-se passar por um religioso praticante...

Repetir mecanicamente um mantra entorpece a inteligência, isso não lhe dá inteligência; é como uma cantiga de ninar... Sim, o mantra pode lhe dar um certo sono: um sono auto-hipnótico. Se for difícil para você pegar no sono, não há nada de errado com ele – se você sofrer de insônia, então tudo bem. Mas isso não tem a ver com espiritualidade; essa é uma maneira muito pouco inteligente de meditar... Então, qual é a maneira inteligente de meditar? É trazer a inteligência para tudo o que você faça... Em tudo que você fizer, traga a qualidade da inteligência ao ato. Faça-o de maneira inteligente. Meditação é isso.

Se você estiver fazendo algo apenas por obrigação – você não gosta de fazer aquilo –, mais cedo ou mais tarde ficará preso nele e terá dificuldade de se livrar dele. Observe nas vinte e quatro horas do dia quantas coisas você faz sem ter nenhum prazer com elas e sem que elas o ajudem em seu crescimento interior. Na verdade, você quer se livrar delas. Se você estiver fazendo muitas coisas em sua vida e realmente deseja se livrar delas, está vivendo de maneira pouco inteligente... Uma pessoa inteligente arranjará sua vida de tal maneira que haja uma poesia de espontaneidade, de amor, de alegria. Ela é a sua vida, e, se você não for generoso o suficiente para consigo mesmo, quem o será? Se você estiver desperdiçando a sua vida, a responsabilidade não é de mais ninguém... Ser responsável para consigo mesmo – essa é a sua primeira responsabilidade. Tudo o mais vem em segundo lugar.

Olhe à sua volta! A vida das pessoas está completamente envenenada, envenenada pela cabeça. Elas não conseguem sentir, não são mais sensíveis, nada as excita. O sol se ergue, mas nada se ergue nelas; elas olham para o sol com os olhos vazios. O céu fica repleto de estrelas – a maravilha, o mistério! –, mas nada se agita em seu coração, não surge nenhuma canção. Os pássaros cantam – o ser humano não sabe como dançar. Ele ficou aleijado. As árvores florescem – e o ser humano pensa e nunca sente, e sem sentir não há florescimento possível. Observe, investigue, fique atento, dê uma olhada na sua vida. Ninguém mais o ajudará. Você dependeu dos outros por muito tempo, e é por isso que ficou burro. Agora, tome cuidado; a responsabilidade é sua. Você tem a obrigação de dar uma profunda e penetrante olhada no que está fazendo com sua vida. Existe alguma poesia em seu coração? Se ela não estiver presente, não desperdice tempo: ajude seu coração a tecer e fiar poesia. Existe ou não algum romance em sua vida? Se não existir, então você já está na sua cova... Sai dela! Deixe que a vida tenha algo romântico em si, algo de aventura. Explore-a! Milhões de belezas e de esplendores estão esperando por você. Você fica girando em círculos e nunca entra no templo da vida. A porta é o coração. A verdadeira inteligência é do coração. Ela não é intelectual, e sim emocional. Ela não é como o pensar, e sim como o sentir. Ela não é lógica, ela é amor.

O amor está disponível apenas para aqueles que aguçam sua inteligência. O amor não é para os medíocres, não é para os poucos inteligentes. O tolo pode se tornar um grande intelectual. Na verdade, os tolos tentam se tornar intelectuais; essa é a sua maneira de ocultar sua ausência de inteligência. O amor não é para o intelectual; o amor necessita de um tipo totalmente diferente de talento: um coração talentoso e não uma cabeça talentosa... O caminho é o amor, o caminho é uma inteligência amorosa. Quando o amor e a inteligência se encontram, cria-se o espaço no qual tudo o que é possível ao ser humano pode se tornar realidade. A inteligência sozinha se torna intelectual; o amor sozinho se torna sentimentalismo. Mas uma inteligência amorosa nunca se torna intelectualidade ou sentimentalismo. Ela lhe dá um novo tipo de integridade, uma nova cristalização. 

A sociedade - as pretensas religiões, o Estado, a multidão deseja que você seja burro; ninguém deseja que você seja inteligente.  Todos o condicionam a permanecer burro por toda a vida, pela simples razão de que pessoas burras são obedientes. As pessoas inteligentes começam a pensar de maneira própria, começam a se tornar indivíduos, começam a ter a própria vida, o próprio estilo de vida, a própria maneira de perceber, de ser e de se desenvolver. Elas não são mais parte da multidão - não podem ser. Elas precisam deixar a multidão para trás e, somente então, podem se desenvolver. E a multidão se sente ofendida, não deseja que alguém seja mais do que uma "Pessoa normal" - ela é contra o normal que se torna mais inteligente, mais individual, mais consciente e que deixa de ser parte da psicologia das massas. ... Não se pode forçar um Buda a seguir pessoas burras, e as pessoas burras são muitas - a maioria, 99,9%.  Elas têm um enorme poder com elas, o poder da violência - e elas o mostram sempre que for necessário.

Não deixamos que as crianças fiquem inteligentes.  O primeiro ponto é que, se elas forem inteligentes, serão vulneráveis, serão delicadas, serão abertas. Se elas forem inteligentes, serão capazes de perceber muitas falsidades na sociedade – no Estado, na igreja, no sistema educacional. Elas se tornarão rebeldes, será indivíduos e não se deixarão dominar facilmente. Você poderá esmagá-las, mas não poderá escravizá-las; poderá destruí-las, mas não poderá forçá-las a abrirem mão de si mesmas.

Toda sociedade necessita de escravos, de pessoas que funcionam como robôs, como máquinas. Ela não quer pessoas, ela quer mecanismos. Daí, todo o condicionamento é para deixar o ego forte. Isso serve a um duplo, propósito. Primeiro, ele dá à pessoa a sensação de que agora pode lutar na vida. E, em segundo lugar, serve aos propósitos de todo o sistema, que agora pode explorar a pessoa e usá-la como um meio para os seus fins. ... É por isso que todo o sistema educacional gira em volta da idéia da ambição; ele cria a ambição, que nada mais é do que o ego. “Torne-se o primeiro, o mais famoso, o primeiro-ministro ou o presidente; torne-se mundialmente conhecido, deixe sua marca na história. Ele não o ensina a viver totalmente, a amar totalmente, a viver graciosamente; ele o ensina a explorar os outros para os seus próprios propósitos. E achamos que os espertos são os que se dão bem. Eles são ladinos, mas os chamamos de espertos. Eles não são pessoas inteligentes... Uma pessoa inteligente nunca pode usar outra como um meio; ela respeitará a outra.

Toda criança é desviada e distraída de si mesma. Daí existir tanta burrice. É realmente um milagre como algumas pessoas escaparam dessa prisão – um Buda, um Zaratustra, um Lao-Tsé, um Jesus, um Pitágoras... muito poucas pessoas. É praticamente impossível escapar da prisão, pois ela está a toda volta e começa desde o inicio. Desde a sua tenra infância você é condicionado a ser um prisioneiro – um cristão, um hindu, um muçulmano, essas são todas prisões. E quando você é prisioneiro de igrejas, de nações, de raças, então naturalmente haverá violência.

Há milhares de anos toda a sociedade diz a seus filhos: “respeite seus pais”, por que ela tem medo dos filhos – os filhos podem não respeitar os pais. E não estou dizendo para desrespeitar os pais. Estou simplesmente dizendo que o primeiro respeito precisa ser para consigo mesmo. A partir desse respeito, você pode respeitar todo o mundo. Mas, se você não se respeitar, seu respeito aos outros será falso; no fundo haverá ódio. Toda criança odeia os pais... no fundo ela sente: “Meus pais são meus inimigos”. Ela pode perceber como sua inteligência está sendo esmagada.

A sociedade não está interessada em pessoas inteligentes, em pessoas que buscam a si mesmas; ela está interessada em soldados, deseja criar soldados. E ao menos que você seja burro, não poderá ser um bom soldado. No que se refere a ser um soldado, quanto mais burro você for, melhor.




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"Quando você compreende, quando chega a saber,
então traz toda a beleza do passado de volta
e dá a esse passado o renascimento, renova-o,
de forma que todos os que o conheceram
possam estar de novo sobre a terra
e viajar por aqui, e ajudar as pessoas." (Tilopa)



"Nos momentos tranqüilos da meditação, a vontade de DEUS pode tornar-se evidente para nós. Acalmar a mente, através da meditação, traz uma paz interior que nos põe em contato com DEUS dentro de nós. Uma premissa básica da meditação, é que é difícil, senão impossível, alcançar um contato consciente, à não ser que a mente esteja sossegada. Para que haja um progresso, a comum sucessão ininterrupta de pensamentos tem de parar. Por isso, a nossa prática preliminar será sossegar a mente e deixar os pensamentos que brotam morrerem de morte natural. Deixamos nossos pensamentos para trás, à medida que a meditação do Décimo Primeiro Passo se torna uma realidade para nós. O equilíbrio emocional é um dos primeiros resultados da meditação, e a nossa experiência confirma isso." (11º Passo de NA)


"O Eu Superior pode usar algum evento, alguma pessoa ou algum livro como seu mensageiro. Pode fazer qualquer circunstância nova agir da mesma forma, mas o indivíduo deve ter a capacidade de reconhecer o que está acontecendo e ter a disposição para receber a mensagem". (Paul Brunton)



Observe Krishnamurti, em conversa com David Bohn, apontando para um "processo", um "caminho de transformação", descrevendo suas etapas até o estado de prontificação e a necessária base emocional para a manifestação da Visão Intuitiva, ou como dizemos no paradigma, a Retomada da Perene Consciência Amorosa Integrativa...


Krishnamurti: Estávamos discutindo o que significa para o cérebro não ter movimento. Quando um ser humano ESTEVE SEGUINDO O CAMINHO DA TRANSFORMAÇÃO, e PASSOU por TUDO isso, e esse SENTIDO DE VAZIO, SILÊNCIO E ENERGIA, ele ABANDONOU QUASE TUDO e CHEGOU AO PONTO, à BASE. Como, então, essa VISÃO INTUITIVA afeta a sua vida diária? Qual é o seu relacionamento com a sociedade? Como ele age em relação à guerra, e ao mundo todo — um mundo em que está realmente vivendo e lutando na escuridão? Qual a sua ação? Eu diria, como concordamos no outro dia, que ele é o não-movimento.

David Bohn: Sim, dissemos que a base era movimento SEM DIVISÃO.

K: Sem divisão. Sim, correto. (Capítulo 8 do livro, A ELIMINAÇÃO DO TEMPO PSICOLÓGICO)


A IMPORTÂNCIA DA RENDIÇÃO DIANTE DA MENTE ADQUIRIDA
Até praticar a rendição, a dimensão espiritual de você é algo sobre o que você lê, de que fala, com que fica entusiasmado, tema para escrita de livros, motivo de pensamento, algo em que acredita... ou não, seja qual for o caso. Não faz diferença. Só quando você se render é que a dimensão espiritual se tornará uma realidade viva na sua vida. Quando o fizer, a energia que você emana e que então governa a sua vida é de uma frequência vibratória muito superior à da energia mental que ainda comanda o nosso mundo. Através da rendição, a energia espiritual entra neste mundo. Não gera sofrimento para você, para os outros seres humanos, nem para qualquer forma de vida no planeta. (Eckhart Tolle em , A Prática do Poder do Agora, pág. 118)